Quem sou eu

Minha foto
Anywhere, Minas Gerais, Brazil
Espaço para reinvenção de mim mesmo. Poemas soltos, fragmentos, memórias. Jogo de palavras, labirinto faminto e ausência de tudo. Espaço para reunir reflexões, dar detalhes, ocultar... e revelar. Vida em Palavras!!!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Criaturas Ocupadas...

Meus olhos têm visto muitas coisas
distorcidas pela sombra da ignorância..
Vivendo anos e anos, me pergunto: para onde estamos indo?
Vidas atropeladas pela contradição...
distantes da verdade, esbarramos uns nos outros sem dar muita atenção.


Estamos distraídos na beira do abismo, rindo das tragédias alheias, sem perceber nossas vidas esvaecendo diante dos olhos.
É verdade que o amor pode nos salvar, mas exigimos demais e sempre temos objeções e demandas a fazer, nossos ideais são dificieis de alcançar.


Construímos barreiras em torno de nós, nossa defesa é o ataque e assim, estamos sempre no alerta vermelho, com a falsa sensação que tudo está sob controle... mas o que controlamos nesse vida?


Todos os dias, fazemos nossas preces a um Deus, a um governo, a um Ser sempre distante, esperando por salvação, esperando uma mudança que deveria começar agora, dentro de nós. Queremos mudanças, mas estamos sempre ocupados. Queremos mudanças, mas não temos tempo... e quando teremos?


Alguns diferentes, outros os mesmos, todos vítimas das circunstâncias, forçados a viver o destino sem sorte ... distribuíndo culpas sem querer entrar na fila para recebê-las.


Viver no sonho seria perfeito, mas não real. Hoje brigamos, amanhã esquecemos... enquanto uns fazem, outros tomam.

(a terminar)

Fugindo...

Estou fugindo, fugindo de tudo aquilo que conheço e me faz sofrer.
Dizendo adeus ao passado, abrindo caminho para o futuro me acertar.
Estou correndo em direção ao sol, sem olhar para trás, sem me exitar...
Quero mergulhar nesse lago, e sair inteiro do outro lado, batizado pelas águas.
O futuro ascena para mim, me chamando... chamando...
Deixarei para trás tudo o que me divide, tudo o que me aprisiona.
Quero ser livre!
Eu vou morrer para renascer em outro momento, sendo aquele que deveria ser, sem amarras e conceitos herdados, novo para um novo mundo.

Sim, dizer adeus ao passado, pois o futuro olha para mim.
Nas minhas mãos, a chave que abre a porta do meu destino.
Finalmente abri os meus olhos, finalmente eu acordo de um sono longo...
Mente desperta... faminta para descobrir o que me completa, o que me eleva.
Aqui estou, renovado para ser o que estou destinado a ser.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Em dias assim...

Então, você se foi...  
sinto tanta falta de você.
Hoje o dia tá frio, procuro seguindo fazer minhas coisas, mas não há muito o que se fazer.
Você me dizia sobre dias assim, seu desejo de escapar, acreditando na força do acaso, que sempre muda tudo, tudo e tudo o que não desejamos em dias assim.
 
É uma pena você não estar aqui comigo, rindo de mim, das coisas que deixo cair, das coisas que não devo falar e assim, trazendo um pouco de equilibrio para minha vida tão carente da sua.

Seu jeito afoito de me contar seus desamores e sempre terminando com uma respiração profunda, dizendo que não era pra ser ou algo assim.

Fico aqui nadando nas lembranças, pensando o que você faria se fosse eu a deixar esse mundo, sem aviso prévio, sem cartas de despedidas...O que você teria guardado em seu coração, o que pensaria de mim em dias assim.

Eu distraído

Eu que busco tanto
que olho tanto... não achei, nunca vi.
Eu que sinto tudo, que vivo... nunca amei.
Eu, minha única companhia... imperfeito, incompleto.

A espera de algo, a espera do que não virá.
Voz silenciada, vida atormentada por esse vazio
repleto de interrogações...
Eu, escapando de minhas próprias criações.
Eu, projeto em desenvolvimento, sem pulso e movimento.
Tempestade frequente em meu coração...
Responsável pelos estados de dor e prazer...
Eu, fonte de sangue sem direção, a procura de abrigo
correndo para o perigo na eterna distração.

Nina



Paixão Quando não se Transforma.

Você sabe que faria qualquer coisa que pedisse
sem pedir explicações... sem medir consequências.
Você sabe que eu faria qualquer coisa sem pensar...sem exitar.


      É assim que agimos quando estamos viciados pelo gosto da paixão.
      É desta forma que vemos o mundo, cegos no paraíso... Intesamente sentindo sem vêr, criando oasis que vão logo desaparecer... Essa sensação é tão real, tão intensa que deixamos todas as seguranças do mundo que habitamos para mergulhar num universo desconhecido.

     Nesse estado febril, vivemos sempre perto do fogo que queima lentamente, alimentando o desejo com essa chama... e o corpo responde.


    A entrega parece essencial, mas ela é parcial... enquanto um se entrega, o outro espera, e a troca começa,  e quando não temos mais o que trocar ou oferecer, conhecemos a indiferença.

    Faces antes conhecidas usam máscaras agora. Dúvidas e inseguranças que não existiam, surgem nos lençois dos amantes, cobrindo a cama que esfria sem aviso.

    Depois, segue a sequência natural... emoções automáticas, respostas curtas, promessas que parecem nos fazer sentir melhor. Está claro: um enfraquece e o outro fortalece, pelo menos nos olhos do fraco. Sabemos as regras, mas agora não queremos jogar.

    No silêncio do quarto, a parte fraca olha sua metade, invejando aquele aparente controle, aquela desejada segurança, em silêncio tenta entender, tenta resgatar o que foi perdido... mas o que fazer? Nos agarramos a qualquer outra explicação, exceto na razão.

    Ambos precisam entender essa transformação, deixando ir o que não se pode prender, precisam deixar espaços para novos sentimentos que nascem... precisam agora resgatar sua identidade.


    Nesse processo, quando vamos nos esquecendo pelo caminho, assumindo comportamento do outro, refletindo fragmentos, esperando que tudo volte ao "normal", é preciso ficar de pé e voltar para resgatar o que um dia foi você sem a outra parte.