Você sabe que faria qualquer coisa que pedisse
sem pedir explicações... sem medir consequências.
Você sabe que eu faria qualquer coisa sem pensar...sem exitar.
É assim que agimos quando estamos viciados pelo gosto da paixão.
É desta forma que vemos o mundo, cegos no paraíso... Intesamente sentindo sem vêr, criando oasis que vão logo desaparecer... Essa sensação é tão real, tão intensa que deixamos todas as seguranças do mundo que habitamos para mergulhar num universo desconhecido.
A entrega parece essencial, mas ela é parcial... enquanto um se entrega, o outro espera, e a troca começa, e quando não temos mais o que trocar ou oferecer, conhecemos a indiferença.
Faces antes conhecidas usam máscaras agora. Dúvidas e inseguranças que não existiam, surgem nos lençois dos amantes, cobrindo a cama que esfria sem aviso.
Depois, segue a sequência natural... emoções automáticas, respostas curtas, promessas que parecem nos fazer sentir melhor. Está claro: um enfraquece e o outro fortalece, pelo menos nos olhos do fraco. Sabemos as regras, mas agora não queremos jogar.
No silêncio do quarto, a parte fraca olha sua metade, invejando aquele aparente controle, aquela desejada segurança, em silêncio tenta entender, tenta resgatar o que foi perdido... mas o que fazer? Nos agarramos a qualquer outra explicação, exceto na razão.
Ambos precisam entender essa transformação, deixando ir o que não se pode prender, precisam deixar espaços para novos sentimentos que nascem... precisam agora resgatar sua identidade.
Nesse processo, quando vamos nos esquecendo pelo caminho, assumindo comportamento do outro, refletindo fragmentos, esperando que tudo volte ao "normal", é preciso ficar de pé e voltar para resgatar o que um dia foi você sem a outra parte.


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