Quem sou eu

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Anywhere, Minas Gerais, Brazil
Espaço para reinvenção de mim mesmo. Poemas soltos, fragmentos, memórias. Jogo de palavras, labirinto faminto e ausência de tudo. Espaço para reunir reflexões, dar detalhes, ocultar... e revelar. Vida em Palavras!!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Paramos Aqui!




Hoje combinamos de almoçar, acertar os detalhes dessa separação que já se prolongou, se arrastava pelos desejos vazios de nós dois.

Hoje vamos colocar um fim nessa história envelhecida, corrompida pelo egoismo, pelo ciumes e a diferença que tentamos inutilmente negar.

Você não mais oferece desejo, nem perigo. Em nós, não existe alimento, não temos mais paixão ou qualquer outra coisa que sustente essa relação cheia de lacunas e frustrações.

Agora, depois que você colocou suas idéias, expôs seus motivos e distribuiu suas culpas... fiquei em silêncio, lembrando de todos os argumentos que poderia também verbalizar, mas fiquei em silêncio, olhando para um ponto qualquer, ausente... distante. E será assim que vou concluir nossa relação... uma pausa, anos silenciados por qualquer coisa, menos amor.

O que foi feito, dito... o que não foi dito, erros, acertos, sonhos, dor... ausência. Todos os sentimentos envolvidos e todos os deixados de lado, para trás... Tudo o que foi e hoje não será mais.

Levantamos da mesa, caminhamos por alguns minutos...embora juntos, estavamos agora separados oficialmente ... A guerra acabou!!! O vento mais forte passou, e o que resta é um novo e ainda pequeno desejo de recomeço... do olhar diferente para todas as coisas que não habitou nosso mundo particular.




Qualquer lugar menos aqui!



Alguém que possa me ver?
Alguém que possa me ouvir, sentir... alguém ai fora, que sente o que sinto?
Já experimentei tudo que possa aliviar a dor, tudo que alinhe meus sentimentos... una esses fragmentos... mas agora nada faz efeito.

Vejo a linha do horizonte atrás de uma cortina de fumaça, algo ascena e por mais esforço que eu faça, não consigo entender.
Não sou quem fui, tudo está tão desconectado, distante.

Ok.

Preciso lavar meu rosto e encarar o fato, ensaiar essas falas sem efeito para aqueles que me cercam... Mas minha atenção foi capturada pelo horizonte, que agora distorce na sombra dos meus olhos...

Eu apenas queria sair daqui, fazer sentido em qualquer lugar, menos aqui.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

H A P P Y

I am happy with who I am, what I have, where I've been, what I've done, who I have loved, where I'm going and what I have yet to do...

sábado, 10 de setembro de 2011

Lugares e Distâncias


Pode um único momento na vida ser maior que a própria vida?






Nietzsche e o Supermercado

       Estava hoje lembrando do Livro de F. Nietzsche, "Assim Falou Zaratustra... alguns trechos desse livro-dinamite são recorrentes, ficam martelando na minha cabeça, quase sempre quando olho o mundo lá fora e vejo cenas grotescas.

       Embora muitos achem que o livro basicamente relata o conflito que Nietzsche tinha com a fé cristã, para mim, o efeito é exatamente a visão humana demais, o preconceito sem base, a estagnação mental que o ser humano atinge quando embriagado pela ignorância, acha-se o centro do universo.

        Nas andanças de Zaratustra, personagem central, ele questiona a integridade do ser humano e faz a perfeita analogia entre o Macaco e o Super-Homem, ou Übermensch, literalmente "além-do-homem".

        Nessa transição e profundos questionamentos, deparamos com as seguintes frases: "O homem deve ser superado!" - "Deus está morto". Será que entendemos de fato o que o filósofo quer nos dizer com isso?

       Voltando para nossas micro-vidas, estamos viajando no tempo de projeções infinitas, sempre achamos que amanhá será diferente, não focamos no agora, e ainda sim, somos tão imediatalistas.

       Hoje é meu dia de questionar minha existência, o que entra e sai de mim. Hoje é o dia de fazer supermercado, de ouvir velhas canções e tentar esquecer aquilo que ainda desejo e ainda não alcanço.

       A vida é o que fazemos dela, gosto de dizer isso para mim mesmo, se é verdade, não sei.


Para quem desejar uma referência para o Autor e livro citado, pode começar por aqui:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Friedrich_Nietzsche#Obra



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Nessa Vida

Não me sinto homem, não me sinto gente...
Não sei qual o meu papel nesse mundo, não sei qual o sentido dessa vida.
Estou correndo porque quero chegar, apenas chegar onde não sei.
Morrendo nessa vida que nega minha existência.

Não me sinto forte, nem tão pouco fraco.
Não conheço os mistérios e não possuo a verdade. Estou vivendo pelo suspiro, contrariando as normas e formas, co-existindo sem permissão, sem aviso.

Na plenitude dessa solidão, me percebo, sentindo meu coração pulsar, sem reconhecer outros sentimentos, exceto o medo de não ser o que estou destinado a ser.

Essa teia que me envolve, inibindo meus sentidos, entorpecendo a mente... convidando a ilusão para entrar e brincar.

Não, não sei o que você pretende, não sei onde estou e nem onde posso chegar. Desconheço as leis, estou transgredindo essa linha de tempo-espaço... estou em colapso... encarnado e ainda não nascido, vivendo os dias como a máquina que programada fala, cala e projeta.

Meus olhos sentem, meus braços alcançam e mesmo assim, caminho sozinho nesse vale de ecos, resistindo ao tempo, a você.

Estou chegando sem saber exatamente onde, sem saber o porque, sem saber eu estou chegando, chegando ao inevitável.

O Imprevisto me trouxe até aqui, e fiz todo esse caminho para olhar a vida nos olhos, vestir meu destino e continuar seguindo.






quinta-feira, 7 de julho de 2011

Criaturas Ocupadas...

Meus olhos têm visto muitas coisas
distorcidas pela sombra da ignorância..
Vivendo anos e anos, me pergunto: para onde estamos indo?
Vidas atropeladas pela contradição...
distantes da verdade, esbarramos uns nos outros sem dar muita atenção.


Estamos distraídos na beira do abismo, rindo das tragédias alheias, sem perceber nossas vidas esvaecendo diante dos olhos.
É verdade que o amor pode nos salvar, mas exigimos demais e sempre temos objeções e demandas a fazer, nossos ideais são dificieis de alcançar.


Construímos barreiras em torno de nós, nossa defesa é o ataque e assim, estamos sempre no alerta vermelho, com a falsa sensação que tudo está sob controle... mas o que controlamos nesse vida?


Todos os dias, fazemos nossas preces a um Deus, a um governo, a um Ser sempre distante, esperando por salvação, esperando uma mudança que deveria começar agora, dentro de nós. Queremos mudanças, mas estamos sempre ocupados. Queremos mudanças, mas não temos tempo... e quando teremos?


Alguns diferentes, outros os mesmos, todos vítimas das circunstâncias, forçados a viver o destino sem sorte ... distribuíndo culpas sem querer entrar na fila para recebê-las.


Viver no sonho seria perfeito, mas não real. Hoje brigamos, amanhã esquecemos... enquanto uns fazem, outros tomam.

(a terminar)

Fugindo...

Estou fugindo, fugindo de tudo aquilo que conheço e me faz sofrer.
Dizendo adeus ao passado, abrindo caminho para o futuro me acertar.
Estou correndo em direção ao sol, sem olhar para trás, sem me exitar...
Quero mergulhar nesse lago, e sair inteiro do outro lado, batizado pelas águas.
O futuro ascena para mim, me chamando... chamando...
Deixarei para trás tudo o que me divide, tudo o que me aprisiona.
Quero ser livre!
Eu vou morrer para renascer em outro momento, sendo aquele que deveria ser, sem amarras e conceitos herdados, novo para um novo mundo.

Sim, dizer adeus ao passado, pois o futuro olha para mim.
Nas minhas mãos, a chave que abre a porta do meu destino.
Finalmente abri os meus olhos, finalmente eu acordo de um sono longo...
Mente desperta... faminta para descobrir o que me completa, o que me eleva.
Aqui estou, renovado para ser o que estou destinado a ser.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Em dias assim...

Então, você se foi...  
sinto tanta falta de você.
Hoje o dia tá frio, procuro seguindo fazer minhas coisas, mas não há muito o que se fazer.
Você me dizia sobre dias assim, seu desejo de escapar, acreditando na força do acaso, que sempre muda tudo, tudo e tudo o que não desejamos em dias assim.
 
É uma pena você não estar aqui comigo, rindo de mim, das coisas que deixo cair, das coisas que não devo falar e assim, trazendo um pouco de equilibrio para minha vida tão carente da sua.

Seu jeito afoito de me contar seus desamores e sempre terminando com uma respiração profunda, dizendo que não era pra ser ou algo assim.

Fico aqui nadando nas lembranças, pensando o que você faria se fosse eu a deixar esse mundo, sem aviso prévio, sem cartas de despedidas...O que você teria guardado em seu coração, o que pensaria de mim em dias assim.

Eu distraído

Eu que busco tanto
que olho tanto... não achei, nunca vi.
Eu que sinto tudo, que vivo... nunca amei.
Eu, minha única companhia... imperfeito, incompleto.

A espera de algo, a espera do que não virá.
Voz silenciada, vida atormentada por esse vazio
repleto de interrogações...
Eu, escapando de minhas próprias criações.
Eu, projeto em desenvolvimento, sem pulso e movimento.
Tempestade frequente em meu coração...
Responsável pelos estados de dor e prazer...
Eu, fonte de sangue sem direção, a procura de abrigo
correndo para o perigo na eterna distração.

Nina



Paixão Quando não se Transforma.

Você sabe que faria qualquer coisa que pedisse
sem pedir explicações... sem medir consequências.
Você sabe que eu faria qualquer coisa sem pensar...sem exitar.


      É assim que agimos quando estamos viciados pelo gosto da paixão.
      É desta forma que vemos o mundo, cegos no paraíso... Intesamente sentindo sem vêr, criando oasis que vão logo desaparecer... Essa sensação é tão real, tão intensa que deixamos todas as seguranças do mundo que habitamos para mergulhar num universo desconhecido.

     Nesse estado febril, vivemos sempre perto do fogo que queima lentamente, alimentando o desejo com essa chama... e o corpo responde.


    A entrega parece essencial, mas ela é parcial... enquanto um se entrega, o outro espera, e a troca começa,  e quando não temos mais o que trocar ou oferecer, conhecemos a indiferença.

    Faces antes conhecidas usam máscaras agora. Dúvidas e inseguranças que não existiam, surgem nos lençois dos amantes, cobrindo a cama que esfria sem aviso.

    Depois, segue a sequência natural... emoções automáticas, respostas curtas, promessas que parecem nos fazer sentir melhor. Está claro: um enfraquece e o outro fortalece, pelo menos nos olhos do fraco. Sabemos as regras, mas agora não queremos jogar.

    No silêncio do quarto, a parte fraca olha sua metade, invejando aquele aparente controle, aquela desejada segurança, em silêncio tenta entender, tenta resgatar o que foi perdido... mas o que fazer? Nos agarramos a qualquer outra explicação, exceto na razão.

    Ambos precisam entender essa transformação, deixando ir o que não se pode prender, precisam deixar espaços para novos sentimentos que nascem... precisam agora resgatar sua identidade.


    Nesse processo, quando vamos nos esquecendo pelo caminho, assumindo comportamento do outro, refletindo fragmentos, esperando que tudo volte ao "normal", é preciso ficar de pé e voltar para resgatar o que um dia foi você sem a outra parte.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cotidiano I - Listas

    O despertador faz seu trabalho, e eu reclamo por mais alguns minutos na cama quente.


      Jogo meu corpo para fora e meus pés tocam o chão frio, esperando ordem. Caminho ainda sem noção, enquanto esfrego os olhos. O controle remoto me liga com outra realidade, pessoas sempre sorrindo e dispostas a lhe oferecer uma nova vida, basta fazer um depósito bancário ou ligar para esse telefone que aparece na TV. Boa Sorte!!!




      A água fria da pia me acorda para a realidade habitual, onde dinheiro se consegue trabalhando, onde o amor não é cego, cartas de amor são contas atrazadas, fixadas na geladeira.




      Aqueço o leite, duas colheres de chocolate em pó, e agora em ordem alfabética, os compromissos vão surgindo na mente. Engraçado que eles crescem e seu tempo diminui, engraçado também que você anota, faz lembretes e realiza 2 ou 3 tarefas de uma lista de 8 e mesmo assim, sua vida segue sem grandes prejuizos. Damos tanto valor para certas coisas e depois, sem querer, percebemos que podemos viver sem elas ou corremos para desejar outras "melhores" e "maiores." Um mundo de listas e metas a cumprir!!!




      Na rua, sigo para bater o ponto, encarar um novo dia de trabalho, fazendo as mesmas coisas, olhando os velhos colegas insistindo nos mesmos erros, com as mesmas perguntas e os mesmos programas para o final de semana, mesmo sendo começo de uma.




      A vida passa a ser mais divertida quando você conhece o otimismo, se esbarra no improviso, respira devagar e acha dinheiro esquecido no bolso da jaqueta.




     Meio-dia, o cheiro da fome marca tarefas matinais vencidas ou adiadas. Você segue para aquele restaurante usual, sabendo que hoje vão servir arroz, feijão, salada, batata frita e 3 opções de carne. Termina tudo em 30 minutos, encontra tempo para pagar alguma conta, ler alguma matéria chamativa na revista da banca da esquina, atravessar a rua e voltar ao segundo tempo daquele trabalho que você sempre quer deixar, mas nunca procura outro melhor.

      E assim, um pouco mais cansado, começa a desejar que o relógio ande mais depressa ou que algum incidente aconteça e o faça ir mais cedo para casa... mas nada acontece e você espera, realizando suas tarefas de forma mais lenta, sabendo que pode deixar para amanhã algumas demandas da lista do dia.



      6 horas, você solta a mentirosa frase, porém habitual: "Nossa, como o tempo voou"!!!...
Junta suas coisas e sai depressa, com aquele medo aparente, porém não revelado de que alguem ou algo aconteça e o faça ficar 1 hora a mais no trabalho.



     Chegando em casa, joga as chaves na mesa, tira 50% de sua roupa de trabalho e da cozinha enquanto prepara algo para comer, escuta as promessas e propagandas de uma vida diferente da sua, brilhando na tela da TV.

Eixo

      

       Hoje decidi não sair de casa, está tão frio...

       Aqui deitado pensando na vida que passou e naquela que deveria ser... Acho que essa fome insatisfeita não me deixará em paz, fico desenhando pessoas, lugares e destinos que não conheci... e eu tento, tento mas não consigo evitar essa chama queimando dentro de mim.


       Hoje, eu não quero ver o mundo lá fora, existe um universo íntimo que pede atenção, repleto de acertos a fazer... resgates, velhas mágoas para revêr, conceitos antigos que me impedem de seguir adiante... e eu fico pensando no que deveria fazer, mas não faço qualquer movimento para sair desse estado.


       Ouço pessoas dizendo, sorrindo, vivendo um mundo tão diferente do meu e questiono todos esses sorrisos, todo esse entusiasmo externo, e por fim, sempre termino meu dia achando ser deficiente de alguma força que me faça ser igual a eles.


       O que há de errado comigo? Alguns amigos dizem que me preocupo demais, sempre apressando, queimando etapas, esperando por coisas e eventos que não sei se vão acontecer, sempre murmurando palavras de fé sem ter, olhando para um céu sem deus...


      Aquela idéia de viver cada dia como se fosse o último é tão distante, pois sempre vejo o amanhã acenando para mim, cobrando e exigindo mais esforços, mais cuidados, mais paciência. E a vida segue sua receita, jogando areia nos olhos, oferecendo e tirando nesse jogo cruel de escolhas e renúncias.


      Se eu não entendo esse complexo, como poderia explicar, só sei que tento e tento me salvar desse mar revolto de sentimentos desconexos, desse up and down, mas quanto mais mergulho, não toco o fundo.


      É dificil achar o eixo quando está nesse processo de mudança, de desejos e medos, sentimentos em ebuliçao, quando o pequeno se torna grande, o certo em duvidas, abraçado pela melâncolia, amaldiçoado por um destino que você não quer.