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Anywhere, Minas Gerais, Brazil
Espaço para reinvenção de mim mesmo. Poemas soltos, fragmentos, memórias. Jogo de palavras, labirinto faminto e ausência de tudo. Espaço para reunir reflexões, dar detalhes, ocultar... e revelar. Vida em Palavras!!!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Nina



Paixão Quando não se Transforma.

Você sabe que faria qualquer coisa que pedisse
sem pedir explicações... sem medir consequências.
Você sabe que eu faria qualquer coisa sem pensar...sem exitar.


      É assim que agimos quando estamos viciados pelo gosto da paixão.
      É desta forma que vemos o mundo, cegos no paraíso... Intesamente sentindo sem vêr, criando oasis que vão logo desaparecer... Essa sensação é tão real, tão intensa que deixamos todas as seguranças do mundo que habitamos para mergulhar num universo desconhecido.

     Nesse estado febril, vivemos sempre perto do fogo que queima lentamente, alimentando o desejo com essa chama... e o corpo responde.


    A entrega parece essencial, mas ela é parcial... enquanto um se entrega, o outro espera, e a troca começa,  e quando não temos mais o que trocar ou oferecer, conhecemos a indiferença.

    Faces antes conhecidas usam máscaras agora. Dúvidas e inseguranças que não existiam, surgem nos lençois dos amantes, cobrindo a cama que esfria sem aviso.

    Depois, segue a sequência natural... emoções automáticas, respostas curtas, promessas que parecem nos fazer sentir melhor. Está claro: um enfraquece e o outro fortalece, pelo menos nos olhos do fraco. Sabemos as regras, mas agora não queremos jogar.

    No silêncio do quarto, a parte fraca olha sua metade, invejando aquele aparente controle, aquela desejada segurança, em silêncio tenta entender, tenta resgatar o que foi perdido... mas o que fazer? Nos agarramos a qualquer outra explicação, exceto na razão.

    Ambos precisam entender essa transformação, deixando ir o que não se pode prender, precisam deixar espaços para novos sentimentos que nascem... precisam agora resgatar sua identidade.


    Nesse processo, quando vamos nos esquecendo pelo caminho, assumindo comportamento do outro, refletindo fragmentos, esperando que tudo volte ao "normal", é preciso ficar de pé e voltar para resgatar o que um dia foi você sem a outra parte.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cotidiano I - Listas

    O despertador faz seu trabalho, e eu reclamo por mais alguns minutos na cama quente.


      Jogo meu corpo para fora e meus pés tocam o chão frio, esperando ordem. Caminho ainda sem noção, enquanto esfrego os olhos. O controle remoto me liga com outra realidade, pessoas sempre sorrindo e dispostas a lhe oferecer uma nova vida, basta fazer um depósito bancário ou ligar para esse telefone que aparece na TV. Boa Sorte!!!




      A água fria da pia me acorda para a realidade habitual, onde dinheiro se consegue trabalhando, onde o amor não é cego, cartas de amor são contas atrazadas, fixadas na geladeira.




      Aqueço o leite, duas colheres de chocolate em pó, e agora em ordem alfabética, os compromissos vão surgindo na mente. Engraçado que eles crescem e seu tempo diminui, engraçado também que você anota, faz lembretes e realiza 2 ou 3 tarefas de uma lista de 8 e mesmo assim, sua vida segue sem grandes prejuizos. Damos tanto valor para certas coisas e depois, sem querer, percebemos que podemos viver sem elas ou corremos para desejar outras "melhores" e "maiores." Um mundo de listas e metas a cumprir!!!




      Na rua, sigo para bater o ponto, encarar um novo dia de trabalho, fazendo as mesmas coisas, olhando os velhos colegas insistindo nos mesmos erros, com as mesmas perguntas e os mesmos programas para o final de semana, mesmo sendo começo de uma.




      A vida passa a ser mais divertida quando você conhece o otimismo, se esbarra no improviso, respira devagar e acha dinheiro esquecido no bolso da jaqueta.




     Meio-dia, o cheiro da fome marca tarefas matinais vencidas ou adiadas. Você segue para aquele restaurante usual, sabendo que hoje vão servir arroz, feijão, salada, batata frita e 3 opções de carne. Termina tudo em 30 minutos, encontra tempo para pagar alguma conta, ler alguma matéria chamativa na revista da banca da esquina, atravessar a rua e voltar ao segundo tempo daquele trabalho que você sempre quer deixar, mas nunca procura outro melhor.

      E assim, um pouco mais cansado, começa a desejar que o relógio ande mais depressa ou que algum incidente aconteça e o faça ir mais cedo para casa... mas nada acontece e você espera, realizando suas tarefas de forma mais lenta, sabendo que pode deixar para amanhã algumas demandas da lista do dia.



      6 horas, você solta a mentirosa frase, porém habitual: "Nossa, como o tempo voou"!!!...
Junta suas coisas e sai depressa, com aquele medo aparente, porém não revelado de que alguem ou algo aconteça e o faça ficar 1 hora a mais no trabalho.



     Chegando em casa, joga as chaves na mesa, tira 50% de sua roupa de trabalho e da cozinha enquanto prepara algo para comer, escuta as promessas e propagandas de uma vida diferente da sua, brilhando na tela da TV.

Eixo

      

       Hoje decidi não sair de casa, está tão frio...

       Aqui deitado pensando na vida que passou e naquela que deveria ser... Acho que essa fome insatisfeita não me deixará em paz, fico desenhando pessoas, lugares e destinos que não conheci... e eu tento, tento mas não consigo evitar essa chama queimando dentro de mim.


       Hoje, eu não quero ver o mundo lá fora, existe um universo íntimo que pede atenção, repleto de acertos a fazer... resgates, velhas mágoas para revêr, conceitos antigos que me impedem de seguir adiante... e eu fico pensando no que deveria fazer, mas não faço qualquer movimento para sair desse estado.


       Ouço pessoas dizendo, sorrindo, vivendo um mundo tão diferente do meu e questiono todos esses sorrisos, todo esse entusiasmo externo, e por fim, sempre termino meu dia achando ser deficiente de alguma força que me faça ser igual a eles.


       O que há de errado comigo? Alguns amigos dizem que me preocupo demais, sempre apressando, queimando etapas, esperando por coisas e eventos que não sei se vão acontecer, sempre murmurando palavras de fé sem ter, olhando para um céu sem deus...


      Aquela idéia de viver cada dia como se fosse o último é tão distante, pois sempre vejo o amanhã acenando para mim, cobrando e exigindo mais esforços, mais cuidados, mais paciência. E a vida segue sua receita, jogando areia nos olhos, oferecendo e tirando nesse jogo cruel de escolhas e renúncias.


      Se eu não entendo esse complexo, como poderia explicar, só sei que tento e tento me salvar desse mar revolto de sentimentos desconexos, desse up and down, mas quanto mais mergulho, não toco o fundo.


      É dificil achar o eixo quando está nesse processo de mudança, de desejos e medos, sentimentos em ebuliçao, quando o pequeno se torna grande, o certo em duvidas, abraçado pela melâncolia, amaldiçoado por um destino que você não quer.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Wuthering Heights

     


Wuthering Heights (traduzido para português como O Morro dos Ventos Uivantes, O Monte dos Vendavais ou ainda Colina dos Vendavais), lançado em 1847, foi o único romance da escritora britânica Emily Brontë. Hoje considerado um clássico da literatura inglesa, recebeu fortes críticas no século XIX. Teve várias adaptações para o cinema, uma delas sendo dirigida pelo cineasta britânico A. V. Bramble, e para televisão, originando uma canção de sucesso, "Wuthering Heights", composta e interpretada por Kate Bush, uma das faixas do álbum The Kick Inside, de 1978.


Toda a história, com poucas exceções, é contada pela testemunha ocular de todos os acontecimentos, uma governanta chamada Ellen Dean, ao locatário da propriedade Thrushcross Grange, também traduzida como Granja da Cruz dos Tordos, em Gimmerton, Yorkshire, Inglaterra, enquanto este se encontrava adoentado.
No início da trama, o patriarca da família Earnshaw resolve fazer uma viagem e traz consigo um pequeno órfão, que todos acham ser um cigano, porém sua procedência não é revelada em hora alguma da narrativa, ao qual denominam Heathcliff. Toda a afeição que o pai logo demonstra pelo menino enciuma seu filho legítimo, Hindley, que acha que está perdendo a afeição do pai para o menino. Sua irmã, Catherine ou Catarina, se afeiçoa por Heathcliff.

Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações. Este passa a ficar bruto e melancólico. Apesar do amor entre ele e Catarina, ela decide casar com Edgar Linton, por esse ter melhores condições de sustentá-la que Heathcliff.
Heathcliff sai do Morro dos Ventos Uivantes e, quando volta, está rico, chamando a atenção de Catarina e despertando ciúmes em seu marido. Catarina tem uma filha de Edgar e morre logo em seguida. Heathcliff resolve se vingar de Edgar e de Hindley.

Primeiro se casa com Isabel, no idioma original referida como Isabella, irmã de Edgar. Logo após, Isabel se lamenta de ter casado com Heathcliff, abandona-o e tem um filho chamado Linton, enquanto está longe de seu marido. Hindley cai no vício do jogo e da bebida e perde todos os seus bens para ele. Hareton, filho de Hindley, consequentemente, fica sem herança - mas apesar disso, considera Heathcliff uma pessoa de alta moral, não permitindo que se fale mal de sua pessoa. Antes da morte de Edgar, Heathcliff casa Linton e Cathy (filha de Catarina e Edgar). Cathy descobre-se sem bens, quando seu marido Linton morre e Heathcliff apresenta um testamento onde seu filho lhe passava tudo quanto possuía. Pensando já ter se vingado, percebe nos últimos descendentes das casas da Granja da Cruz dos Tordos e do Morro dos Ventos Uivantes o olhar de seus antepassados e a paixão entre os dois, morrendo só em sua loucura e solidão. Como último desejo é enterrado junto com Catarina, seu grande amor. Deste dia em diante muitos juram ver sempre um casal vagando pelas charnecas do Morro.


Personagens

Heathcliff

Personagem masculino central da trama, o pequeno órfão adotado pelo patriarca dos Earnshaw no início da história, é depois caracterizado como apaixonado, atormentado e vingativo, sentimentos tão fortes em sua personalidade que chegam a beirar a loucura. Ao saber do noivado de sua amada Catherine com seu rival Edgar, Heathcliff deixa o Morro dos Ventos Uivantes; retorna anos mais tarde, rico e com sede de vingança por ter sido privado de ficar com Catherine. Quer despejar seu ódio sobre todos os que considera culpados por seu sofrimento, sentimento este que se intensifica após a morte de Catherine. Não contente em se vingar dos seus contemporâneos, vinga-se também na geração seguinte, mais precisamente nos filhos de Catherine e de Hindley.
Ele é considerado como um arquétipo do herói byroniano, cuja paixão é tão intensa que chega a destruir a si mesmo e aos outros a seu redor.

Catherine Earnshaw

Jovem mimada, de espírito livre, ama Heathcliff tanto quanto ele a ama, porém não o considera digno de que seja seu marido. Casa-se então com Edgar Linton. Anos mais tarde, após o retorno de Heathcliff, as constantes disputas dos dois homens por seu amor a deixam debilitada mental e fisicamente. Ela morre ao dar à luz sua única filha. Ela é um dos personagens mais complexos da trama, pois fica dividida entre o amor e o dinheiro.

Edgar Linton

Edgar Linton é o marido de Catherine Earnshaw, e alvo da vingança de Heathcliff. Pai de Catherine Linton, e irmão de Isabella Linton, tem características opostas a Heathcliff, mostrando uma personalidade gentil, mansa e de saude fragil.

Isabella Linton

Isabella Linton é irmã de Edgar Linton e se torna, ao longo da história, esposa de Heathcliff. Ela e o irmão moravam elegantemente em Thrushcross Grange, quando Catherine Earnshaw sofre um acidente e fica em sua casa algumas semanas, despertando o amor de Edgar.

Hindley Earnshaw

Irmão de Catherine Earnshaw, pai de Hareton Earnshaw, e inimigo de Heathcliff, desde que seu pai o trouxe para casa. Ao longo da história, passa a viver uma vida degradante e miserável, tornando-se um alcoolista, após a morte de sua esposa Frances. Heathcliff quer se vingar dele, devido às crueldades que lhe fez durante a infância.

Ellena "Nelly" Dean

Ellena é a narradora da história, e a testemunha de todos os acontecimentos. Geralmente chamada de “Nelly”, é a serviçal de Catherine e Hindley. Personagem inspirada na fiel serviçal de Emile Brontë, Tabhyta.

Hareton Earnshaw

Filho de Hindley e sua esposa Frances. Ao longo do romance, ele faz planos para casar com Catherine Linton, por quem se apaixonou.

Catherine Linton

Também conhecida como "Jovem Catherine" ou Cathy Linton, é a filha de Edgar Linton e Catherine Earnshaw e, a despeito dos desejos de vingança de Heathcliff, casa com Hareton Earnshaw, restabelecendo o equilíbrio perdido da história.

Linton Heathcliff

Filho de Isabella Linton e Heathcliff, que o faz casar com Cathy Linton. Cathy descobre-se sem bens, quando seu marido Linton morre e Heathcliff apresenta um testamento onde seu filho lhe passava tudo quanto possuía, para concretizar sua vingança.

Frances Earnshaw

Esposa de Hindley e mãe de Hareton, morre quando esse nasce.

Interpretação Psicológica

Interpretação Freudiana

A interpretação a seguir é de Linda Gold. Pela teoria freudiana, Catherine seria o ego, Heathcliff, o id, e Edgar, o superego. Heathcliff (id) exterioriza impulsos primitivos; o id não é afetado pelo tempo, o qual parece não existir. Catarina (ego) relaciona-se com outras pessoas, testa o id contra a realidade. Edgar (superego) representa as regras do bom comportamento e da moral.

Catarina rejeita Heathcliff por uma avaliação realista que ela faz de seu possível futuro com ele e das vantagens de um futuro com Edgar. Ela opta pela segurança do superego em detrimento da obscuridade do id. Mas, para uma pessoa ser completa, ela necessita não só de seu ego e superego, mas também do id. Então ela espera que Edgar aceite Heathcliff em suas vidas, o que levaria à integração de sua personalidade. Quando seus planos não funcionam, ela perde a esperança em que seu desejo se torne realidade; sua personalidade fica fragmentada. Ela morre.

A filha de Catarina, Cathy Linton, seria uma continuação da primeira, isto é, mãe e filha representam o desenvolvimento de uma personalidade. Sua filha consegue o que ela não conseguiu: unir id, ego e superego, através de seus dois casamentos.

Uma outra interpretação : Por que o Morro/Charneca? O morro ou a Charneca na história, por sua frivolidade representa a loucura e a insanidade do amor, como descrito pelo professor Chargllium.

Interpretação jungiana

A sombra

No inconsciente coletivo, a sombra representa o mal. No inconsciente pessoal, seriam aqueles desejos inaceitáveis, por razões éticas ou morais, seria o "lado negro" da natureza humana. Heathcliff seria a sombra de Catherine. Ela rejeita essa parte do seu "eu", casando-se com Edgar, por isso Heathcliff some da vida deles. Mas a sombra recusa-se a ser sumprimida permanentemente, e volta, como explica Jung.

Anima/animus

Heathcliff é o animus de Catarina, que é a anima de Heathcliff. Seria como se fossem almas-gêmeas. O profundo senso de conexão e identidade entre eles pode ser exemplificado pela fala de Catarina: "eu sou Heathcliff", e também pelas referências que Heathcliff faz dela (ela é sua vida e sua alma). Contudo, Heathcliff não consegue entender e superar sua necessidade de ter Catarina, já que ela também o ama. Sendo assim, ele chega à conclusão de que eles deveriam ficar juntos.

Monomania

Pela psicologia do século XIX, contemporânea ao romance, Heathcliff sofre de monomania. É uma doença onde a pessoa vai a extremos, causada por ambição, amor perdido, medo, etc.

Elementos góticos

O romance contém muitos elementos góticos e sobrenaturais. O mistério da origem de Heathcliff não é resolvido ao longo da história. Ele é descrito com uma aparência cigana, escuro e com olhos e cabelos negros.
Na literatura, elementos como a fumaça, nas cidades fabris miseráveis, eram comparados, em termos religiosos, ao inferno. Heathcliff é descrito por Hindley como um "filho Satã" no capítulo 4. Próximo ao fim do romance, Nelly Dean questiona se Heathcliff é um ghoul ou vampiro, mas então lembra que eles cresceram juntos e descarta esse pensamento.
Faz-a alusão à pavorosa, mas invisível presença de Satã em vários pontos do romance, e Heathcliff é constantemente descrito como um demônio através de suas diferentes características ao longo da história. Sua esposa, Isabella Linton, pergunta a Nelly se Heathcliff é um homem, após o casamento, ao deparar-se com a sua verdadeira natureza.
Fantasmas também surgem ao longo da história. Lockwood tem uma terrível visão de Catherine (a mais velha) como uma criança, aparecendo na janela de seu velho quarto em Wuthering Heights; Heathcliff acredita na história do fantasma de Catherine retornando e quando morre, ele está em sua cama com a janela aberta, acreditando na possibilidade de o fantasma de Catherine vir a Wuthering Heights, como Lockwood visualizou em seu sonho. No fim do romance, Nelly Dean relata que vários supersticiosos locais viram os fantasmas de Catherine e Heathcliff rondando a casa.

Adaptações

A mais antiga adaptação de Wuthering Heights foi filmada na Inglaterra, em 1920, e dirigida por A. V. Bramble.
A mais famosa filmagem é a de 1939, estrelando Laurence Olivier e Merle Oberon, sob a direção de William Wyler. Essa adaptação elimina a segunda geração da história (jovem Cathy, Linton e Hareton). Em 1939, venceu o New York Film Critics Circle Award como melhor filme, e foi indicado ao Oscar de filme. O filme de 1970, com Timothy Dalton como Heathcliff foi a primeira versão colorida do romance, e é interessante pois supõe que Heathcliff pode ser meio-irmão ilegítimo de Cathy. O caráter de Hindley é retratado de maneira mais simpática, e a história é alterada.
O filme Wuthering Heights de 1992, estrelando Ralph Fiennes e Juliette Binoche é interessante por incluir a segunda geração, antes omitida, na história.
Outras adaptações interessantes da história incluem a do espanhol Luis Buñuel em 1954, com Heathcliff e Cathy renomeados como Alejandro e Catalina. Em 2003, a MTV produziu uma versão na moderna Califórnia, com personagens como colegiais.
O romance tem sido popular em ópera e cinema, ressaltando as óperas escritas por Bernard Herrmann e Carlisle Floyd (ambos fixando a primeira metade do livro) e um musical de Bernard J. Taylor, com uma canção de Kate Bush.
No outono de 2008, Mark Ryan lançou uma dramatização musical narrada por Beowulf e Ray Winstone. Ele também dirigiu o video para a canção "Women", com Jennifer Korbee, Jessica Keenan Wynn e Katie Boeck.
Em agosto de 2009, ITV levou ao ar uma série em duas partes, estrelando Tom Hardy, Charlotte Riley, Sarah Lancashire, e Andrew Lincoln.
Anunciado em maio de 2009, o diretor Andrea Arnold prepara adaptação de uma nova versão, estrelando Kaya Scodelario como Cathy..

Wuthering Heights no Brasil

No Brasil duas telenovelas foram feitas, em 1967 e 1973, respectivamente O Morro dos Ventos Univantes e Vendaval.



KATE BUSH LYRIC
http://www.youtube.com/watch?v=jdmvs7r1u9c

Out on the wiley, windy moors
We'd roll and fall in green
You had a temper, like my jealousy
Too hot, too greedy
How could you leave me?
When I needed to possess you?
I hated you, I loved you too

Bad dreams in the night
They told me I was going to lose the fight
Leave behind my wuthering, wuthering
Wuthering Heights

(Chorus) Heathcliff, its me, Cathy come home
I'm so cold, let me in-a-your window

Oh it gets dark, it gets lonely
On the other side from you
I pine alot, I find the lot
Falls through without you
I'm coming back love, cruel Heathcliff
My one dream, my only master

Too long I roam in the night
I'm coming back to his side to put it right
I'm coming home to wuthering, wuthering,
Wuthering Heights

(Chorus)
Oh let me have it, let me grab your soul away
Oh let me have it, let me grab your soul away
You know it's me, Cathy
(Chorus)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Vampiro

Está tão frio aqui fora do seu mundo.
Faz tempo que deixei suas terras, faz tempo que não troco energia com você.
Recordo do tempo que estavamos juntos, tudo parecia possível, éramos tão jovens e como jovens não sabiamos lidar com tanta energia, então por muitas vezes a disperdiçamos.

E era bom deitar no chão e ouvir sua respiração buscando a minha, e nessa sincronia nos mantinhamos vivos.
Noites sem fim, toda descoberta compartilhada, e experimentamos tudo. Transitamos mundos distantes, sentimentos até então sem nomes. Intensos e nús diante de nossa unidade.

Como diziamos, o tempo estava contra nós, e desde o momento que nos conhecemos, ele corria furiosamente para o fim inevitável. As vezes você retorna com tanta força em minha memória que posso sentir seu cheiro queimar meus sentidos.

Sim, eu fui cruel, na verdade não queria fazer as coisas que fiz, mas você estava esvaecendo, estava sumindo dos meus domínios, se transformando em tudo o que eu mais temia.... Nunca quiz te machucar, mas para sobreviver, atacamos com as armas mais poderosas... será que ainda pensa em mim? Será que ainda existe um espaço dentro de você que ainda possa me encontrar?

Não existe vida fora de você, era assim que eu pensava até perceber, que quando o amor fica forte, as pessoas ficam fracas, se tornando egoistas, invejando outros casais, me perguntava o que eles possuem que eu não soube mantêr.

Hoje talvez eu possa medir o corte que agora invisivel fica a pulsar, posso entender tudo o que você representou e ainda representa. 

Só agora posso falar sem a dor cegar e alterar sua real essência. Será que ainda me ama da sua maneira? Como gostaria de te abraçar, sim, fundir dentro do seu abraço. Ah, recordo que perguntava muitas vezes se você gostava de mim, eu sei que voce dizia sim, mas as vezes me perguntava se deveria acreditar. 

Aprendi tanto, e por isso queria de alguma forma lhe dizer.

Você me mostrou uma luz intensa, e eu me ceguei.
Bebi de sua fonte e me viciei.
Mas se você sempre soube que não ficaria comigo, não deveria ter me deixado entrar.
Não deveria ter me mostrado asas, não deveria ter chamado meu nome.
Joguei seu jogo com setença determinada, nunca poderia vencer aquele que criou as regras.
Se você já sabia que eu iria cair, não deveria ter me mostrado o caminho.
Você entorpeceu meu mundo, alterou minha visão. Você não deveria ter dito palavras com efeito e você sempre soube quais efeitos elas me provocariam.
Em meus raros momentos de lucidez, eu podia ver que estava entregando algo que jamais poderia pegar de volta, e assim, eu estava tecendo o destino que você desenhou pra mim.
E apesar de tudo isso, eu ainda sinto sua falta. 
Devia ter deixado um pouco de luz, assim eu não teria me perdido mil vezes até chegar aqui.

Hoje a chama vem de vez em quando, mas ainda sei que você cospe fogo.
De vez em quando, ainda me vejo queimando!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Vivendo no presente tenso

Hoje o dia corre lento, e minha vontade é que uma tempestade aconteça, que um acidente violento rasgasse minha vida e tudo fosse reinventado. De novo, de novo...
Estou bebendo baldes de água e a pedra que está enterrada no rim direito não desce, o saldo bancário não muda, e não há festas interessantes que eu queira ir.

Ainda espero...

Estou muito interessado em ser mais audacioso, mais incisivo e o mais estranho é que toda vez que eu fui, acabei obtendo resultados mais rápidos, e mais positivos. Estou quase convencido que essa educação polida, essa velha timidez estão retardando os processos da minha vida. A agressividade objetiva pode ser uma ferramenta interessante, devo anotar isso! :P

O grande problema é dependência, depender de um "Sim" ou um "Não" para dar sequência em nossos planos é um saco, e nesse momento, estou a espera de 2 SIM´s. 

Ainda dependendo....

Estou vivendo em um presente tenso, sem o passado e vendo que o futuro não está fazendo sentido algum. Estou deixando de lado as expectativas, e vou abrir minha mente  para novas possibilidades, afinal, em realidades e relatividades, o impossivel dissolve e no final, posso estar sorrindo.

Ainda desejando....











Ainda espero...

sábado, 10 de julho de 2010

Acorde por dentro!

Ele olha fixo para o horizonte,
acometido pelo desejo de encontrar algo novo para acreditar.
Os sonhos ajustam sua frenquência, e o coloca em linha novamente...
então ele sai de casa, arrastando o peso das invisíveis correntes.

Carros passam, pessoas em sua volta,
sombras desenham um mundo faminto a procura de luz.
Nesse instante ele percebe o que sua vida deveria ser,
caminha imaginando se tivesse feito diferente ou escolhesse o outro lado...

Todos nós ficamos um tempo na "sarjeta",
o que realmemte importa é quando sair de lá.

Obstáculos bloqueam a principal saída,
vozes ásperas condenam seus atos,
porém ele sabe que a vida é uma dança solitária e
deixar mãos alheias apontaram o camimho, é morrer em beco sem saida.

Acorde por dentro, arraste os sonhos para sua existência.
Acorde para as escolhas, e viva através do que você acredita.
A vida se torna aquilo que você molda, não se renda!

Todos nós ficamos um tempo na "sarjeta",
o que realmemte importa é quando sair de lá.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Um dia no Passado


Um dia lá no passado,
me perguntava como eu estaria hoje.

Ontem vi o por-do-sol e deixei todos os meus conflitos silenciados por um tempo.
Deixei o vento acariciar meu rosto e num vislumbre, pude então perceber todo fluxo da vida passar por mim... quase sempre despercebido.

Como é dificil nos mantermos vivos dentro do coração dos outros...
sempre nos tornamos nossos maiores inimigos e salvadores.

Sim, um dia no passado, eu pensei que hoje eu seria diferente.
e que todos os grandes sonhos estariam agora realizados.
Toda distância não mais existiria.
Que depois de alguns anos, a vida estaria me tratando bem.

Assim vivemos, nos projetando para o melhor, almejando que todos os nossos medos percam a força e que nosso futuro seja desenhado pelos nossos sonhos.

by CVP